Julho das Pretas termina com 6º Encontro Estadual de Mulheres Negras em Arraias nos dias 25 e 26

Política, memória e resistência. Esse é o tripé que fundamenta a 9ª Edição do Julho das Pretas Tocantins, evento com o tema: “Mulheres Negras Pós-marcha – rompendo pelo bem viver”. A mobilização celebra o Dia Internacional da Mulher Negra Afro-Latino-Americana e Caribenha, no dia 25 de julho.
A programação culmina com o 6º Encontro Estadual de Mulheres Negras, no município de Arraias, sudeste do estado, nos próximos dias 25 e 26 de julho, com abertura às 8h. As atividades acontecem no campus Arraias, da Universidade Federal do Tocantins (UFT), com a realização de feira de empreendedoras negras; rodas de bem viver e reflexões políticas em torno do feminismo negro. No evento também acontece a 3ª edição do Sarau das Pretas, atividade repleta de cultura negra e quilombola.
“A ocasião é uma oportunidade de aprendermos e compartilharmos entre as nossas”, destaca uma das articuladoras do Coletivo Ajunta Preta, Janaína Costa. Ela ressalta que a movimentação em torno do Julho das Pretas iniciou ainda em junho com o 1º Bazar das Pretas em Palmas, no Parque Cesamar. A segunda edição aconteceu em julho, no Aureny 3. As ações em torno do mês contaram ainda com postagens e mobilização virtual.
O Julho das Pretas é construído com o protagonismo de diversas organizações, entre as quais o coletivo Feminista de Mulheres Negras do Tocantins. Ajunta Preta, além das: Julho das Pretas- Araguaína; Casa Pérolas Negras; Aquilomba Preta – Gurupi; Enegrecer; Associação do Quilombo Rio Preto; Rede Criola – Tocantins; Alagbara; Oorun Obirin; Associação Cultural Chapada dos Negros; Associação Flor de Pequi; e Movimento Negro Unificado. Apoiam a iniciativa, a Universidade Federal do Tocantins (UFT) Campus Arraias, por meio do curso de Educação no Campo e Licenciatura em Educação Escolar Quilombola.
Entenda o que significa o Julho das Pretas
Celebrado em 25 de julho, o Dia Internacional da Mulher Negra Afro-Latino-Americana e Caribenha foi estabelecido em 1992, na República Dominicana. A data foi criada com o objetivo de dar visibilidade ao protagonismo e à luta histórica das mulheres negras. No Brasil, o dia também é um momento para homenagear Tereza de Benguela, uma importante liderança quilombola do século XVIII, que se tornou um símbolo de resistência.
Confira a programação do evento em Arraias:
25/07 – sábado
Manhã
- Acolhimento pelas mulheres de Arraias
- Feira de mulheres negras empreendedoras (simultânea durante toda a programação)
- Mística de abertura: “Em defesa da vida, das águas e do território”
- Roda de bem viver com o tema: “O feminismo negro que temos e o que queremos” – com análise de conjuntura e novas perspectivas para o movimento de mulheres negras
- Roda de Bem Viver: “Tudo é política quando se é mulher preta!” – sobre o projeto político das mulheres negras, confluências e compartilhamentos
Tarde:
- Vivência de Suça, com mediação pelas mulheres quilombolas da região de Arraias
Noite:
- Sarau das Pretas
26/07 – domingo
- Programação livre para conversas, acolhimento e passeio na natureza para conexão ancestral junto a uma das comunidades quilombolas de Arraias



